primeira experimentação de aquarela em papel próprio, assim, de verdade. é por isso que arte é elitista: além de toda a carga conceitual, sentimental, intelectual, filosófica, religiosa, científica, mística..., um bloquinho com 18 postais em branco feitos de papel para aquarela 200g/m², 10 x 15cm, custou-me $26.77. a diferença é homérica, mal se vê a água que é absorvida na hora, mas acho que a grande maioria de meus trabalhos aquarelados vão continuar no canson 200g/m² mesmo, torto e cheio de poças.
e não adianta, as cores em foto nunca vão ficar iguais ao original. que hora pro scanner (sim, no singular) da minha faculdade quebrar.
20070823
#001
20070731
20070621
como a preguiça e o relapso podem afetar positivamente a linha de trabalho, II
.......................... ih, fodeu.
apesar de ter cortado fora algumas partes quando tirei a foto, por alguma estranha coincidência a figura do centro tem as mesmas dimensões que no original; só a resolução que tá escrotíssima. aquarela e nanquim, sobre papel não adequado a aquarela. como dá pra reparar ainda não a terminei, em princípio por um ataque de isto-podia-ficar-muito-melhor-se-eu-realmente-soubesse-fazer-direito, ai odeio muito essas pernas dela, e esta parede?, só amarela? (preguiça), e agora por imprevistos de grave ordem - pois, senhores, eu, tentando alcançar um livro na prateleira mais alta, acidentalmente derrubei todos os outros ao lado, que resolveram cair justamente em cima da minha... tampa de case de cds virgens transmutada em pote para água suja de aquarela (devia haver uma palavra pra isto)! e claro que a água caiu em todas as minhas aquarelas que sempre tão aqui por cima E alguns desenhos. claro que borrou tudo, e claro que eu entrei em desespero. vêem-se ali borrões por todos os lados, sendo o mais grave no soon-to-be chão. (aquele risco que sai do pé da taça desconsiderem, foi de um acidente anterior: derrubei o pincel em cima.)
eu poderia chorar, poderia gritar e cuspir em tudo, ficar revoltadinha e falar que minha vida é uma merda. mas não! tal pollyanna do terceiro mundo, vejo a água suja como uma bela oportunidade de modificar (e melhorar, espero) meu trabalho - vou ser obrigada a inventar remendos para os borrões todos.
vou assim, aproveitando as eventuais pequenas tragédias, improvisando nos buracos da melodia, por vezes nasce o que não se era de esperar... e por acaso pode ser o que andava à procura.